sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

o silêncio é a chave de muitos enigmas !

desliguei o telemóvel , desliguei-me de tudo á minha volta . dei por mim apenas a olhar para o (meu) pulso , que ainda á bem pouco tempo se encontrava preenchido (tal como eu) , levaste o que era teu , mas e agora ? agora está vazio , tal como me sinto neste momento . sinto-me vazia , sinto-te sem uma parte de mim , sinto-me em baixo , sem forças , pronta a desistir , coisa que 'nunca' faço , coisa que não faz parte da minha filosofia de vida . preciso de te dizer tanta coisa , que não me sai nada , tenho tanto para te pedir que nem o consigo fazer , tenho tantas perguntas para as quais nem sei se quero ouvir resposta . queria-me apenas ficar pelo silêncio , porque sempre me disseram que o silêncio é a chave de muitos enigmas , mas nem isso consigo . o único silêncio que oiço agora é o das tuas palavras , porque de resto contínuo a ouvir o teu coração bater perto do meu , continuo a ouvir o teu riso , a ouvir a tua voz ao meu ouvido , oiço também as minhas lágrimas a cair como se não tivessem fim , embaçam-me os olhos e mal vejo o que escrevo , oiço os meus soluços de estar tão assustada por não perceber o que se passa comigo , o que se passa á minha volta . foi como voltares a tirar-me o que em tempos fizeste questão de dar ! foi como me tirares o chão que tenho debaixo dos pés . mas agora ? agora diz-me . como estamos ? como ficamos ? quer dizer (...) será que ainda existe um nós ? porque a última vez que isso me pareceu existir foi quando hoje te abraçei , já sem forças para mais e em quanto as lágrimas me escorriam pela cara , te olhei nos olhos e disse : 'não tens noção de como eu preciso de ti , não mesmo !' e depois disso , larguei-te e assim ficámos , seguis-te o teu caminho e eu segui o meu - e foi a última vez que te vi (hoje) .

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