segunda-feira, 21 de novembro de 2011

a noite.

é à noite que todas as minhas dores aparecem em grande quantidade, juntam-se e acabam com o meu dia mesmo quando ele já estava quase acabado. é à noite que chegam todas as preocupações, todas as análises do dia que passou, e todas as recordações menos boas voltam ao de cima. eu e os meus pensamentos, as minhas saudades, as minhas revoltas, as minhas dores, as minhas ansiedades, as minhas superstições, fuck, eu e tudo isto. mas talvez seja melhor assim, porque como é à noite, posso deitar a cabeça na almofada e chorar, chorar como se não houvesse amanhã, libertar todas as minhas mágoas, curar todas as minhas feridas com o mais puro álcool existente. quando chega a noite é o único momento em que tenho coragem para chorar, sem que ninguém veja, sou eu e a minha almofada (eu para ela, ela para mim), sem que ninguém finja que se importa, sem ninguém para me questionar o porque de tantas lágrimas. porque muitas vezes, nem eu o sei. é à noite que choro sem ninguém que me diga "vai tudo ficar bem", sem que ninguém se importe e me deixe no meu canto, sem ninguém que me limpe as lágrimas. e agora eu penso: será falsidade dizer que está tudo bem e sorrir quando no entanto tudo o que vai cá dentro é sofrimento? chorar liberta, disso eu não tenho dúvidas, porque eu sou assim, só choro por 2 coisas: por tudo e por nada.

1 comentário:

  1. óh meu anjo, o que tens?
    O teu texto é tão triste :x
    http://claudiavanessasilva.blogspot.com

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